27 Fev : Chuva de ideias

Olá Pessoal!

Espero que tenham sobrevivido ao carnaval! rs

Então, como estamos de volta, relembrar é preciso, não é mesmo?

Na última aula (dia 27 Fev) demos o ponta pé inicial para a construção do nosso filme. Todos trabalharão no mesmo filme, para isso vamos nos dividir por função, isto é, “cada um no seu quadrado”, mandando ver no que cada um sabe fazer de melhor. Mas vamos começar pelo começo: a História! A grande ideia a ser filmada, encenada, publicada, exibida etc…

Mas antes de relembrarmos como contar uma história.Vamos lembrar dos filmes citados pelos alunos em sala. A ideia era que cada citasse um filme e dissesse porque gostou dele. Vimos uma grande diversidade:

Michel falou do O Diamante negro:  “me marcou porque rolou uma identificação da relação entre tráfico de drogas e a juventude aqui na Rocinha.

O grito de liberdade! que segundo Pietro “mostra a história de uma mulher que queria estudar. O filme passa uma verdade.”

Logo, Jorge lembra do O jogador que conta a história de um rapaz pobre que não poderia jogar golfe por causa de sua condição financeira. Mas lutou contra tudo e todos para conseguir realizar seu sonho. E conseguiu, mostrou para seu pai que poderia sim jogar golfe apesar de não ter dinheiro.

“O estranho no paraíso me marcou. O filme mostra que as coisas não precisam acontecer no tempo em que o cinema diz. Esse filme mostra o ócio. A história é até meio boba, mostra o preconceito norte americano em relação aos estrangeiros.”

A paixão de Cristo também foi citado, pois mostra que por mais que a gente erre, a gente pode mudar. É um filme belíssimo.”

“Efeito borboleta, eu tive que ver várias vezes para entender, é muito louco!”

“O que me marcou recentemente foi uma série de documentários e um vídeo do TED com a romancista Chimamanda Adichie. A série se chama Entre fronteiras, que fala de muitos temas relacionados ao continente africano, sobretudo, mostra como a mídia local mente, e é isso que está acontecendo atualmente na Rocinha.”

“Em jogos vorazes os jovens se matam para alcançar a fama. Eu gostei porque mostra uma garota que descobriu que era livre.”

Entre os citados também estavam Tropa de Elite 2, Precisamos falar sobre Kevin, Batman – o cavaleiro das trevas e Atividade paranormal.

Será que podemos achar algo em comum nessas histórias?

Todas essas histórias têm um conflito? Algo que algum personagem quer, mas aparentemente não pode ter, no entanto, no decorrer do filme ele passa por várias dificuldades para conseguir e só consegue no fim da história? Percebem que há uma estrutura parecida em todos esses filmes?

Pois é, essa estrutura presente nesses filmes é baseada na ideia de monomito criada por Joseph Campbell. Na wikipedia temos uma ótima definição:

O monomito (às vezes chamado de Jornada do Herói) é um conceito de jornada cíclica presente em mitos, de acordo com o antropólogo Joseph Campbell. Como conceito de narratologia, o termo aparece pela primeira vez em 1949, no livro de Campbell The Hero with a Thousand Faces (O Herói de Mil Faces). No entanto, Campbell era um conhecido estudioso da obra de James Joyce e tomou emprestado o termo monomyth (monomito) do conto Finnegan’s Wake, do autor irlandês. Campbell e outros acadêmicos, tais como Erich Neumann, descrevem as narrativas de Gautama Buddha, Moisés e Cristo em termos do monomito. Campbell afirma que mitos clássicos de muitas culturas seguem esse padrão básico. O padrão do monomito foi adotado também por George Lucas para a criação da saga Star Wars, tanto na trilogia original quanto suas “preqüências” entre muitos outros.

Segundo o monomito ou a jornada do heroi, o personagem da história passa por algumas etapas para que ele seja bem sucedido em sua missão. Depois que o heroi passa por todas essas etapas, ele se transforma, aprende algo e/ou o mundo ao seu redor se transforma. À essas etapas, Campbell deu o nome de 12 passos. Abaixo, os 12 passos a partir da História Hobbit de J.R.R. Tolkien:

(retirado de www.revistafantastica.com.br/em-foco/a-jornada-do-heroi-os-12-passos-de-campbell/)

Passo 1 – Mundo Comum.

O herói é apresentado em seu dia-a-dia.

Exemplo: A história de O Hobbit começa com a apresentação do Condado e de Bilbo em sua toca-casa. Ou seja, a caracterização do personagem dentro de um ambiente normal para ele e para o seu mundo.

Passo 2 – Chamado à aventura

A rotina do herói é quebrada por algo inesperado, insólito ou incomum.

Exemplo: Gandalf, o mago, aparece na porta de Bilbo e o convida para participar de uma aventura.

Passo 3 – Recusa ao chamado

Como já diz o próprio título da etapa, nosso herói não quer se envolver e prefere continuar sua vidinha.

Exemplo: Bilbo recusa o convite de Gandalf, pois “não era respeitável para um hobbit sair em busca de aventuras”.

 Passo 4 – Encontro com o Mentor

O encontro com o mentor pode ser tanto com alguém mais experiente ou com uma situação que o force a tomar uma decisão.

Exemplo: Por influência de Gandalf e de instintos herdados de sua família, Bilbo decide participar da aventura.

Passo 5 – Travessia do Umbral/ Limiar

Nessa fase, nosso herói decide ingressar num novo mundo. Sua decisão pode ser motivada por vários fatores, entre eles algo que o obrigue, mesmo que não seja essa a sua opção.

Exemplo: Bilbo e seus companheiros de aventura se deparam com três trolls numa floresta. Bilbo, como ladrão “designado” pelo grupo, arrisca-se em descobrir mais sobre os trolls e até tenta roubá-los.

Passo 6 – Testes, aliados e inimigos.

A maior parte da história se desenvolve nesse ponto. No mundo especial – fora do ambiente normal do herói – é que ele irá passará por testes, receberá ajuda (esperada ou inesperada) de aliados e terá que enfrentar os inimigos.

Exemplo: A aventura de Bilbo continua. Ele passa por Valfenda, a terra dos elfos, atravessa as Montanhas Sombrias, a Floresta das Trevas e a Cidade do Vale.

Passo 7 – Aproximação do objetivo

O herói se aproxima do objetivo de sua missão, mas o nível de tensão aumenta e tudo fica indefinido.

Exemplo: Bilbo chega, finalmente, à Montanha Solitária, o covil de Smaug, o dragão.

Passo 8 – Provação máxima

É o auge da crise – precisa dizer mais?

Exemplo: Bilbo, sozinho, enfrenta o dragão, num diálogo no qual ele tenta descobrir as fraquezas do monstro.

Passo 9 – Conquista da recompensa

Passada a provação máxima, o herói conquista a recompensa.

Exemplo: Bilbo consegue retirar o dragão da Montanha Solitária e os homens da Cidade do Lago matam o monstro.

Passo 10 – Caminho de volta

É a parte mais curta da história – em algumas, nem sequer existem. Após ter conseguido seu objetivo, ele retorna ao mundo anterior.

Exemplo: Bilbo se prepara para voltar para casa.

Passo 11 – Depuração

Aqui o herói pode ter que enfrentar uma trama secundária não totalmente resolvida anteriormente.

Exemplo: Um exército de Orcs e Lobos Selvagens ataca os anões da Montanha, elfos da Floresta e os homens da Cidade. Acontece a Batalha dos Cinco Exércitos.

Passo 12 – Retorno transformado

É a finalização da história. O herói volta ao seu mundo, mas transformado – já não é mais o mesmo.

Exemplo: Finalmente, Bilbo retorna ao lar. Escreve um livro sobre suas aventuras, e se torna o estranho hobbit que gosta de aventuras.

Nesse vídeo há uma entrevista com Campbell que explica a origem da Jornada do heroi:

Pois bem, já que sabemos um pouquinho como a maioria das histórias são contadas, vamos fazer a nossa!

Nossa chuva de ideias começa coletivamente. Cada um de posse de uma ficha com tema, protagonista, contexto, motivo, mensagem, clímax e etc a serem preenchidos se responsabiliza apenas por um item, assim o colega do lado preenche o item seguinte de acordo com o que o anterior preencheu. Assim tivemos premissas para algumas histórias. Elas estão aqui

Vamos evoluir com a história na próxima aula!

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