24 abr: uma breve história da fotografia

    Recapitulando a última aula…

Para sabermos um pouco mais da onde esses milhões de câmeras, presentes no mundo atual, vieram, vamos dar um passeio pela história da fotografia.

     O surgimento da fotografia se deu a a partir de dois fenômenos, um físico, outro químico. O fenômeno físico, deu origem a câmara obscura, conhecido desde a época de Leonardo da Vinci. Já o de natureza química, tornou possível a fixação da imagem gerada pela câmara obscura num suporte. Essa fixação da imagem só foi possível por causa da fotossensibilidade dos sais de prata comprovada pelo Alemão Johann Heinrich Schulze ainda no século XVIII.

     O estudo da Câmara obscura foi realizado em diferentes partes do mundo e épocas. Há relatos de sua origem na China e na Grécia ainda no século V a.c. A partir daí, esse equipamento servia basicamente à observação da cidade e à pintura e desenho, pois, como descrito acima, a fixação da imagem por ela gerada, só foi descoberto pelo alemão Johann.

O princípio da Câmara obscura

O princípio da Câmara obscura

     Em 1550 (sec. XVI) Girolomo Cardamo descobre que o uso de uma objetiva (lente) biconvexa no furo por onde entra a luz na câmara tona a imagem reproduzida por ela mais nitidamente. Você encontrará um experimento que demonstra como a imagem é formada por uma lente convergente biconvexa aqui.

     Já em 1604, Angelo Sala descobriu que um composto de prata escurecia ao sol, achando que esse efeito fosse causado pelo calor, no entando, somente em 1724, Johann Schulze descobriu a partir de seus experimentos que não era o calor que escurecia o composto e sim a luz, assim viram que o composto com nitrato de prata era fotossensível. Assim foi possível, então, produzir imagens permanentes em suportes, como vemos abaixo com a primeira fotografia permanente da história:

1) esta imagem está com efeitos de pós produção onde ela recebeu tratamento para que houvesse mais contraste.

A primeira fotografia do mundo

“View from the window at le gras” foi feita por Niépce em 1826. Após exposição de 8 horas ao sol, essa foi a imagem foi produzida.

2) Mas atualmente esta imagem está assim:

Primeira_Foto_500x417_F

Placa de estanho recoberta com Betume da Judeia

     Após os avanços que Niépce fez nos estudos da fotografia, Daguerre se juntou a ele. Juntos formaram uma sociedade. Logo Népce faleceu e Daguerre deu continuidade aos trabalhos. Daguerre descobriu a imagem latente, o que reduziu o tempo de exposição da placa ao sol de 8 horas para trinta minutos e criou o Daguerreótipo, primeiro processo fotográfico “comercial”. Não podemos deixar de frisar as qualidades excepcionais de imagem quanto à nitidez que obtinha com o processo de Daguerre, mas ele também não estava isento de todos os inconvenientes. O primeiro ainda era o tempo de exposição que, embora tivesse diminuído radicalmente, permitindo agora o registro de pessoas e não mais só de paisagens, ainda necessitava de pelo menos dois ou três minutos de imobilidade total, obrigando seus modelos a exercitar rigidez muscular ou sentarem-se em cadeiras com apoio para o pescoço.  O segundo, e talvez o pior dos problemas do daguerreótipo, era sua total incapacidade de reprodução múltipla. Um daguerreótipo era apenas uma placa de cobre emulsionada que, uma vez revelada, tornava-se visível num meio opaco, ou seja, não havia meios de copiá-la.

     Depois de Daguerre, os estudos da fotografia deslancharam com inúmeras experiências. É o que Vocês podem verificar em muitos sites e vídeos como:  Mnnemocine, Kodak  e neste vídeo aqui.

     Após essa corrida tecnológica em busca da “imagem perfeita”, a fotografia se complexifica, se torna uma expressão artística, uma ferramenta de documentação, ela pode ser usada com inúmeros objetivos. Para a fotógrafa Dorothea Lange “todo retrato de outra pessoa é um autoretrato do fotógrafo” e assim os fotógrafos descobrem que a fotografia se torna um verdadeiro meio de expressão artística.

Para categorizar e entender melhor as muitas fotografias produzidas durante séculos, atualmente, as dividimos em gêneros fotográficos.

OS GÊNEROS FOTOGRÁFICOS SÃO:

FOTOJORNALISMO: O objetivo essencial do fotojornalismo é captar imagens que sirvam para documentários de jornais. Esses fotógrafos geralmente tiram foto de políticos, da miséria da condição humana, de esportes, do ambiente, de catástrofes, etc. Trata-se de um tipo de fotografia destinada a transmitir mensagens do dia-a-dia à população. Um dos percursores do fotojornalismo é Tomoko Uemura que fez uma série de fotos denunciar as mortes causadas à pescadores pela poluição de mercúrio.

"EugeneSmith" Tomoko Uemura In Her Bath 1971 Big

“EugeneSmith” Tomoko Uemura In Her Bath, 1971, Japão.

FOTODOCUMENTARISMO: Não se propõe a retratar a realidade tal como ela é, ela pode criar uma interpretação livre e criativa do mundo em que o fotógrafo vive. Esse gênero não precisa de explicações, ele pode contar suas próprias histórias num diálogo entre o poético e o real. Um grande nome do fotodocumentarismo é Jacob Riis, podemos perceber na foto abaixo que os meninos fingem que estão dormindo, eles estão posando, mas mesmo assim há uma impressão de real na imagem. Os trabalhos de John Tomson, Claudia Andujar e Diane Arbus também são percursores nesse gênero.

Riis

Além do fotodocumentarismo e fotojornalismo, temos os gêneros de moda, eventos sociais, científica, espetáculos, paisagens, arquitetura,obras de arte, documentação e etnografia, nu artístico, interiores, produto/still, retrato, industrial, macrofotografia, viagens, gastronomia e esportes… uffa!

Por enquanto ficamos por aqui! Inté!

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