26 Jun: Conversa sobre projetos finais e um pouco de fotometragem

No dia 26 de junho conversamos um pouco a respeito do projeto final de cada um. A ideia é que cada aluno pense no conjunto de fotos que farão nas saídas fotográficas daqui por diante. Essas fotos têm que corresponder a um conceito, a um estilo, a uma ideia que o fotógrafo (a) planejou antes mesmo de fazer o click, afinal, o que estamos vendo durante essa oficina é que se a gente quer fazer boas fotos temos de pensar nelas, temos de imaginá-las antes de apertar o botão, e é isso que diferencia um bom fotógrafo (a) de um amador (a).

Mais do que uma ideia, o nosso exercício aqui é fazer com que essas fotos contem uma história. Mas como fazer isso? para clarear nossas mentes, a seguir, veremos alguns exemplos de imagens que contam histórias e pronunciam o estilo de cada fotógrafo (a).

Neste link você verá um projeto fotográfico de Andrei Tarkovsky. Essas fotos cobrem o período final da vida do cineasta, quando foi exilado da União Soviética e passou a viver entre Itália e Suécia, onde também gravou seus dois últimos filmes. As fotos demonstram a imensa sensibilidade poético-visual do diretor. Tarkovsky intitulou esse ensaio fotográfico de “instantâneos” e usou sua câmera polaroid para fazê-lo. Note que há algo que conecta todas as fotos, o que é? Podemos notar alguma história sendo narrada? o que essas imagens têm em comum? Qual seria a marca do fotógrafo?

Já neste link temos imagens da cidade de Fortaleza que “são resultado de um percurso exploratório de descoberta ou redescoberta da memória. Esse ato imagem comunica e revela um desejo de preservar o marco fundamental de todos que vivem em uma cidade, isto é, sua memória viva de carne pedra e afetos, tudo imbricado num singelo gesto de fotografar. Câmera na mão, olho na lente e um foco em mente: o Casario do Centro Histórico de Fortaleza.  O Projeto chamado “Casario do Centro Histórico de Fortaleza” foi contemplado com o Prêmio de Fotografia no Edital das Artes 2011 da SECULFOR.”

Esses dois exemplos nos mostram que é possível narrar através das fotografias e fazer um projeto artístico ímpar!

No nosso grupo no facebook você encontrará mais informações a respeito desse exercício e poderá tirar quaisquer dúvidas com as professoras da oficina.

Agora mãos à obra!

Nesta aula, falamos também um pouco sobre fotometragem. No nosso grupo do facebook já foi postado os slides a respeito desse assunto. Segue um resumo:

O que é fotometragem?

A fotometragem é a arte de ajustar a câmera para que a quantidade de luz correta sensibilize o sensor. O fotômetro é um dispositivo que fica dentro das câmeras e “lê” a luz que reflete de determinado motivo. É uma régua dividida em pontos e terços de ponto, que começa no -2 e vai até o 2. O ponto 0 é a medida de exposição ideal. Ela é visível dentro do visor da câmera.

Para chegar ao ponto 0 é necessário coordenar diafragma, obturador e iso.

O problema, é que nem sempre o ponto zero do fotômetro nos trará bons resultados. Quando uma imagem possui muitos elementos claros (que refletem mais a luz) a câmera entenderá que é preciso escurecer a imagem. O inverso acontece se a cena possuir muitos elementos escuros. Dessa forma é necessário prever o comportamento do equipamento e adaptar a fotometragem.

Portanto, o fotômetro é mais uma referência do que uma regra a ser seguida de forma xiita.

Parece complicado, mas depois de um pouco de treino fica quase que automático. Fotógrafos experientes costumam fotometrar com a cabeça, só de olhar o ambiente conseguem estabelecer um valor de diafragma, obturador e iso.

Trecho retirado do site: blogs.band.com.br/portrasdaobjetiva

Na aula do dia 26 de junho também falamos de balanço de branco e temperatura de cor . Vamos lá, o que é cada um e para que serve?

O balanço de branco (em inglês ‘White Balance’ ou WB) é o processo de remoção de cores não reais, de modo a tornar brancos os objetos que aparentam ser brancos para os nossos olhos. O correto balanço de branco deve levar em consideração a “temperatura de cor” de uma fonte de luz, que se refere a quão ‘quente’ ou ‘fria’ é uma fonte de luz. Nossos olhos (e cérebros) são muito bem treinados para julgar o que é branco em diferentes situações de luz, mas câmeras digitais normalmente encontram grande dificuldade ao fazê-lo usando o ajuste de branco automático (‘Auto White Balance’ ou AWB). Um balanço de branco incorreto pode gerar imagens ‘lavadas’ com azul, laranja e mesmo verde; que são irreais e podem chegar a estragar fotografias. Para fazer o ajuste de branco na fotografia tradicional é necessário recorrer ao uso de filtros ou filmes para as diferentes condições de luz, mas, felizmente, isso não é mais necessário na fotografia digital. Compreender como o balanço de branco digital funciona pode ajudá-lo a evitar a aparição de tons indesejados gerados pelo AWB, e assim melhorar suas fotos numa grande gama de condições de luz. (Trecho retirado do site:www.cambridgeincolour.com)

AWB  é utilizado na maioria dos casos, pois os algoritmos para determinar a temperatura da cor estão cada vez mais precisos.Se você souber a temperatura da cor ou o tipo de iluminação utilizada, pode ajustar a câmera de acordo
* Você pode utilizar uma superfície branca (uma folha, por exemplo) para balancear manualmente o branco, na opção “Custom WB”

Já a temperatura de cor  é o tipo de cor e tonalidade que cada fonte de luz emite. Ela não se refere ao calor físico da lâmpada. Quanto mais alta a temperatura de cor, mais clara é a tonalidade de cor da luz. É medida em Kelvins (K) como vemos no gráfico abaixo:

temperatura de cor

Configuração de temperatura de cor na câmera digital.

configuração na câmera

Para fixar melhor esses conceitos, fizemos alguns exercícios em sala, vamos listá-los para que você possa treinar em sua casa até o dia de sábado, quando teremos mais uma saída fotográfica:

1- Tempo de exposição/Velocidade do obturador: Peça para o seu amigo fazer um movimento em nosso estúdio. Faça uma foto com o movimento congelado e 1 foto com o movimento borrado.

2 – Abertura do Diafragma: Faça uma foto usando a abertura máxima do diafragma e repare como o fotômetro indicou a velocidade.Faça a mesma foto usando a MENOR abertura do diafragma e repare como o fotômetro indicou a velocidade.

3 – White Balance: Faça uma foto usando o AWB. Faça a mesma foto usando o WB em Tungstenio. Faça a mesma foto usando o WB em Daylight.

4- Faça a fotometria “ideal” da cena, com ISO 100 e fotografe.Faça uma foto com ISO 400 e outra com ISO 3200, sem mexer nos outros itens

5 – Batendo o branco: Faça uma foto batendo o branco corretamente. Faça a mesma foto batendo o branco em uma superfície VERDE.

O resultado do nosso exercício feito em sala está na nossa página no Flickr.

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