14 Ago: A construção do cinema como linguagem

Olá pessoal!

Bem, na aula passada vimos como o cinema nasceu e se desenvolveu como linguagem artística.

Vimos que o cinema é uma arte que tem sua origem na modernidade, ele é fruto, de certa forma da revolução industrial.

O cinema nasce no fim do século XIX e tem um grande avanço de câmeras fotográficas no século XX. A princípio, não havia uma linguagem estabelecida, nem mesmo era considerado arte, ele surge como uma invenção, um artigo circense que era apresentado em grandes feiras junto às imagens científicas. O câmera cinematográfica nasce como uma evolução da câmara escura da fotografia.

No vídeo abaixo, há um resumo de como o cinema começou. Nele também podemos ver alguns filmes de seus precursores, os irmãos Lumiére.

https://www.youtube.com/watch?v=e5QcsSV9b8A

No início, as imagens fotográficas eram artigos circense ou científico, era o chamado “cinema de atrações”. As imagens produzidas estavam ligadas ao circo ou à ciência. Ela está presente em uma variedade de filmes que espreitam o que há de mais desagradável na vida cotidiana. Como porno explícito, imagens escatológicas e práticas bizarras.

Os filmes ainda não tinham uma voz, uma opinião, um ponto de vista sobre o mundo do qual se produziam aquelas imagens, não havia ainda uma ideia de autoria, de um artista por trás daquelas imagens.

Até que nasce o cinema narrativo, desta vez, as imagens contavam uma história com início, meio e fim.

O filme “o nascimento de uma nação” de D.W. Grifith é um marco do cinema narrativo. Pois é o primeiro a utilizar dramaticamente o close, a montagem paralela, o suspense e os movimentos de câmera.

Confira abaixo, “o nascimento de uma nação”:

https://www.youtube.com/watch?v=9sB6WRyTBas

Um outro filme que marcou a história do cinema, mais precisamente do documentário, se chama “Nanook”, este filme inaugura o que chamamos de cinema documentário nos dias de hoje. Em “Nanook” Robert Flaherty, seu diretor, convive com um grupo de esquimós e no filme ele nos mostra como é a vida desse grupo. Veja no link abaixo:

 “Nanook” (1922):

https://www.youtube.com/watch?v=v-dQbuW4kY4

A prática do documentário permite que a imagem gere uma impressão adequada da realidade, ou seja, uma representação dela, e não uma reprodução.Portanto, não é uma garantia de autenticidade total em todos os casos. Assim como a fotografia, o documentário também pode ser “modificado”. O pai do documentário, Robert Flaherty, por exemplo, criou a impressão de que algumas cenas se passavam dentro do “Iglu” ( o nome da casa típica da região) de Nanook, quando, de fato, elas foram gravadas ao ar livre, com um meio Iglu maior que o normal como pano de fundo. Isso deu a Flaherty luz suficiente para filmar. O que interessava era a verdade da narrativa e não o registro do ambiente tal como ele é.  Essa tática do cineasta quis produzir um efeito sobre o público, um “efeito de real” como diria Roland Barthes.

Enquanto na Rússia, Dziga Vertov em 1929 traz a montagem para o cerne da construção do filme. Feito que permitiu que a voz do cineasta passasse para o primeiro plano. Essa voz pode ser poética ou analítica. Em “um homem com a câmera”, o diretor adota uma voz poética, mas também reflexiva e analítica para examinar o poder transformador das massas organizadas, enquanto elas, como mecanismo do cinema, se ocupam da produção de uma nova sociedade soviética pós revolucionária.

As vanguardas influenciaram a europa e Rússia. A voz narrativa associa-se a construção de uma trama, a voz ou perspectiva dos cineastas sobre o mundo que criam e indiretamente, por intermédio desse mundo imaginado, sobre o mundo histórico que compartilham com os outros.

Veja abaixo:

Dziga Vertov, “O homem com a câmera” (1929)

https://www.youtube.com/watch?v=7ZkvjWIEcoU

Isso foi um pequeno resumo do que falamos na aula anterior, no link abaixo você vai se inteirar ainda mais desse fantástico mundo do audiovisual!

“O estranho planeta dos seres audiovisuais”

(http://globotv.globo.com/canal-futura/no-estranho-planeta-dos-seres-audiovisuais/v/episodio-1-verdade/1351551/)

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